"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Wednesday, 24 October 2018

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Somos o povo santo de Deus!

santidade01“A Igreja é, portanto, O Povo Santo de Deus, e seus membros são chamados Santos.”

Nas primeiras comunidades cristãs, não havia receio em chamar aqueles que aceitavam a fé e entravam para o Caminho, de “santos”.  O discípulo Ananias, ao ser enviado por Deus para batizar Saulo, vai dizer: “Senhor, ouvi de muitos, a respeito deste homem, quantos males ele fez a teus santos em Jerusalém”. O apóstolo Paulo por varias vezes, em suas cartas se dirige às suas comunidades, usando o termo “santo”. Vejamos:

  • “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos que estão em Colossos...” (Cl 1,2).
  • “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos que estão em Filipos...” (Fl 1,1).

Santo que aqui significa separado. Separado da impureza, da contaminação com o mal, separado do pecado. Santo ainda quer aqui dizer consagrado, ou seja, dedicado a Deus.

Deus quis que fôssemos santos: “Sereis santos, porque eu sou santo”. Está é a vontade de Deus: a nossa santificação. Talvez possamos questionar dizendo: mas só Deus é Santo! E isto é verdade.

 
Texto da Introdução da Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium"

PapaEXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM

DE PAPA FRANCISCO

AO EPISCOPADO, AO CLERO, ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ATUAL.

Evangelii Gaudium


1. A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos.

 
Liturgia das Horas

LH8A Igreja celebra a Liturgia das Horas no decorrer do dia, conforme antiga tradição, assim ela cumpre o mandato do Senhor de orar sem cessar, cantar os louvores a Deus Pai e interpela pela salvação do mundo. O Concílio Vaticano II valorizou o costume que a Igreja conservava, afim de que os padres e os outros membros da Igreja pudessem rezar melhor e mais perfeitamente, nas condições da vida de hoje (cf. constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrossanctum Concilium nº 84). O Papa Paulo VI aprovou através da constituição apostólica Laudis Canticum de 1º de novembro de 1970, em latim o livro para a celebração da Liturgia das Horas, conforme o rito romano agora o publica e o declara edição típica.

IMPORTÂNCIA DA LITURGIA DAS HORAS OU OFÍCIO DIVINO NA VIDA DA IGREJA

A oração pública e comunitária do povo de Deus é com razão considerada uma das principais funções da Igreja. Daí que, logo no princípio, os batizados «eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações» (At 2, 42). Da oração unânime da comunidade cristã nos dão repetidos testemunhos os Atos dos Apóstolos. Também os fiéis costumavam entregar-se à oração individual em determinadas horas do dia, provam-no igualmente os documentos da primitiva Igreja. Depois foi se introduzindo muito cedo, o costume de consagrar à oração comunitária alguns tempos especiais, por exemplo, a última hora do dia, ao entardecer, no momento em que se acendiam as luzes, e a primeira hora da manhã, quando, ao despontar o astro do dia, a noite chega ao seu termo.

 
A santidade é para todos

Tempo santidade01Quase no final do Ano da Fé, a celebração da solenidade litúrgica de Todos os Santos nos deu a ocasião para recordar um dos artigos finais da Profissão de Fé da Igreja: “creio na comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica explica bem essa afirmação de nossa fé nos parágrafos 946 a 987.

A Igreja possui um “patrimônio comum”, do qual todos participamos: a santidade, dom do Espírito Santo dado aos discípulos de Cristo. Todos contribuímos para esse patrimônio com nossa vida santa e todos somos por ele também beneficiados. Na Igreja, ninguém é herói solitário: estamos em boa companhia!

Isso nos leva a ter uma atenção especial aos santos e santas, que são as testemunhas excelsas de Cristo; a Igreja, ao proclamar um santo, confirma que sua vida foi uma interpretação exemplar da vida cristã e um testemunho luminoso do Evangelho do reino de Deus no mundo. E como os dons de Deus são inumeráveis, há também numerosas formas de santidade e de vidas santas. Cada santo, a seu modo, é um exemplo de vida segundo o Evangelho e pode ser imitado pelos outros, sem medo de errar.

 
Renunciar a tudo e a si mesmo – regra Kénosis IV

Renuncia“Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, irá salvá-la.” (Lc 9, 23-24)

A renúncia de si mesmo é a primeira atitude de quem deseja seguir Jesus Cristo. O caminho kenótico exige o desprendimento e desapego de todas as coisas. “Se vos possuo, nada mais me atrai na terra.” (Sl 72,25b), diz o salmista. Sobretudo, renegar-se a si mesmo é uma atitude que nos eleva à condição de discípulos. Essa atitude, no entanto, somente é possível se movida pela ação do Espírito Santo, o único que pode nos dar condições e coragem de tudo renunciar a fim de adquirir o “tesouro encontrado” (cf. Mt 13, 44-45), Jesus Cristo, Pérola Preciosa e única.

A renúncia de tudo e de si mesmo tem por finalidade abraçar a cruz de Cristo. Ninguém poderá abraçar a cruz de Cristo se continua com as mãos ocupadas e cheias de si mesmo e dos bens deste mundo. Dia-a-dia, devemos acolher ao dom da cruz e seguir nosso Mestre e Senhor, amando a graça recebida de poder participar de seu sofrimento.

Devemos invocar a presença do Espírito Santo constantemente para conseguirmos viver essa regra.

 

Fonte: Orientações Gerais comunidade Kénosis - 2013

 
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