"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Wednesday, 24 October 2018

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Papa Francisco: "Deus diz a você: não tenha medo da santidade"

Papa03ROMA, 02 de Outubro de 2013 - O papa deu continuidade aos ensinamentos sobre a Igreja na audiência desta quarta-feira de manhã. Uma grande multidão de fiéis de todo o mundo esperava Francisco na praça para escutar a catequese. Mesmo as ruas próximas da praça de São Pedro estavam repletas de pessoas que, apesar do calor que protagoniza o começo de outono na Cidade Eterna, acorreram à praça com entusiasmo de peregrinos.

Depois de professar o “Creio na Igreja una”, o papa recordou que acrescentamos o adjetivo “santa”. “E esta é uma característica que esteve presente desde o início na consciência dos primeiros cristãos, que se chamavam simplesmente de ‘santos’ porque tinham a certeza de que é a ação de Deus, do Espírito Santo, que santifica a Igreja”, declarou o santo padre. Francisco desenvolveu a catequese em torno desta ideia, explicando “em que sentido a Igreja é santa, quando vemos que a Igreja histórica, no seu caminho ao longo dos séculos, passou por tantas dificuldades, problemas e momentos de escuridão. Como pode ser santa uma Igreja feita de seres humanos, de pecadores?”.

Em primeiro lugar, o papa comentou um fragmento da carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. "O apóstolo, tomando como exemplo as relações familiares, afirma que ‘Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para torná-la santa’”. Isto significa que a “Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, fiel e não a abandona em poder da morte e do mal [...] Ela não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa; é fruto do Espírito Santo e dos seus dons”.

 
Dificuldades na vida de oração

Vida oracao 02Neste artigo sobre as dificuldades para uma fecunda vida de oração, não considerarei aspectos físicos como cansaço e estresse ou aspectos psicológicos ou até mesmo a secularização de nosso século que visivelmente contribui para uma geração dispersa, ansiosa, sem tempo e sem foco para aquilo que é essencial. Uma sociedade onde a televisão e os meios de comunicação exercem prioridade ao relacionamento com Deus e com os irmãos. Onde apesar de uma superabundância de informações, priorizam a superficialidade e se tornam cada vez mais incapazes de uma introspecção e comunhão. As consequências são: individualismo e egocentrismo. Assim, dificilmente teremos uma geração orante no sentido real.

Controlar a mente, as dispersões e centralizá-la em Deus parece um exercício quase impossível, procurar o silêncio fugindo da agitação cotidiana e aniquilar as vontades algo sem sentido para a maioria. Essas características enfraquecem o homem e seu relacionamento com Deus, logo dificulta a oração. A oração se torna algo sem sentido e desnecessário para os que acreditam que podem resolver tudo com o avanço tecnológico, com as próprias forças e sabedoria humana. Deus se torna desnecessário nesse relacionamento ou alguém que existe apenas para fazer a vontade das criaturas. Não é mais Senhor e Criador, não é mais a Verdade, o Caminho e a Vida. Torna-se alguém supérfluo, distante, alheio e desconhecido.

 
Matrimônio Espiritual

Matrimonio EspiritualMais de um milênio antes do nascimento de Santa Teresa, o grande Santo Agostinho eternizava em seu livro das Confissões a seguinte verdade: "Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estava dentro e eu fora." A principio me parece que todo cristão vive essa experiência, de buscar Deus no exterior, em lugares físicos e em situações, esquecendo que a Sabedoria ensinou "entra no teu quarto, fecha a porta ( Mt 6,6)" e " recolhido em minha casa, repousarei, porque a sua convivência não tem nada de desagradável, e sua intimidade nada de fastidioso; traz consigo, pelo contrário, o contentamento e a alegria! (Sb 8,16)".

O encontro verdadeiro com Deus passa pelo despertar da consciência para essa verdade única e eterna que é Deus está conosco, não uma idéia baseada apenas no intelecto, mas uma idéia maturada na experiência, no relacionamento e na busca constante do Eterno. Quanto mais desenvolvo a consciência de quem "sou eu", quanto mais me conheço, abro espaço para uma transformação, para uma metanóia, enxergo que não basto em mim mesmo, que não me completo e que preciso então Daquele que encerra toda a minha busca e desejos de felicidade e plenitude.

 
Nossa Senhora das Dores, nossa devoção!

NSraDoresA nossa busca pela vivência da santidade passa por Maria. "Desde que Maria formou o Chefe dos predestinados, que é Jesus Cristo, a Ela também compete formar os membros desse chefe, que são os verdadeiros cristãos; pois uma mãe não forma a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça. Quem quiser, pois, ser membro de Jesus Cristo, cheio de graça e de verdade, deve ser formado em Maria por meio da graça de Jesus Cristo, que nela reside em toda a plenitude, para ser plenamente comunicada aos verdadeiros membros de Jesus Cristo e aos seus verdadeiros filhos."(S. Luis G. Montfort)

Todo membro consagrado Kénosis deve viver uma profunda relação filial com Maria, a Mãe do Senhor. A fim de que essa relação filial com a Virgem Santíssima seja fecunda e colabore com a vivência do carisma Kénosis, a comunidade convida cada Discípulo Missionário Kénosis a se consagrar à Virgem Santíssima, sob o titulo de Nossa Senhora das Dores. Somos chamados a meditar, sempre que possível, nas sete dores de Maria. O mistério da contemplação de suas Dores devem nos levar a associar-nos à paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que "esvaziou-se a si mesmo" (Flp 2,7) a fim de nos curar de totas as raízes do pecado.

A celebração da Coroa e da Missa em honra de Nossa Senhora das Dores, cuja festa celebra-se em toda a Igreja em 15 de setembro, começou na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria.

 
Cântico Espiritual - Introdução

S.joao cruzComposto de 40 estrofes e dividido em 3 partes. 30 das estrofes do Cântico foram escritas no cárcere em  Toledo e as  demais  divididas em Baeza e Granada. A pedido das irmãs assistidas por João da Cruz que entram  em contato com a  obra, mas não a  compreendem, o santo começa uma explicação das estrofes.

Alguns estudiosos indicam que a inspiração de sua obra aconteceu muitas vezes sob um “estado teofático”, num “êxtase  prolongado”. Em  determinados momentos, ficava João da Cruz “tão absorvido em Deus (...) que tinha que golpear a parede  com o punho para que a dor o  devolvesse ao mundo sensível”.

Os teólogos em geral têm se dedicado mais à análise dos comentários e os críticos literários à análise da poesia. O Cântico  é considerada a mais bela de todas as obras de São João da Cruz.

 
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