"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

  • Slide image one
  • Slide image two
  • Slide image three
Caridade como fruto do Espírito Santo

A Excelência da Caridade (1 Cor 13,3-13)

São Paulo nos ensina que a Caridade é a base do nosso ser e do nosso agir.  Quando diz ainda que mesmo se fôssemos desapegados de todos os nossos bens e os distribuíssemos a favor do sustento dos pobres, se não tiver a caridade de nada adiantaria.

E, continua, ainda que entregássemos nosso corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria; ainda que submetêssemos nosso corpo a duras penas e sofrimentos, se não tiver caridade de nada adiantaria. E completa: a caridade é paciente, a caridade é bondosa, não tem inveja. A caridade não é orgulhosa, não é arrogante nem escandalosa, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

 
Os frutos do Espírito

Em sua carta aos gálatas, São Paulo nos ensina que os desejos da carne e do Espírito são contrários uns aos outros (Cf. Gl 5,17) e acrescenta:

Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! (Gl 5,19-21)

De forma categórica, São Paulo nos mostra que os frutos da submissão aos apetites da carne se opõem à solidificação de uma vida virtuosa, pautada num reto proceder e na constante busca da santidade. Como resultado, o homem se distancia de Deus e do Seu plano de salvação, perdendo sua liberdade, pois “é para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou” (Cf Gl 5,1). Em outras palavras, sem controle de seus desejos, o homem se torna escravo de seus instintos e das mais baixas aspirações.

 
SÉTIMA DOR: QUANDO JESUS FOI SEPULTADO


“Eles pegaram o corpo de Jesus e o enrolaram com panos de linho junto com os perfumes, do jeito que os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim, onde estava um túmulo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado. Então, por causa do dia da preparação para a Páscoa e porque o túmulo estava perto, lá colocaram Jesus”. ( Jo 19,40-42)

Fiquemos com Maria nesta última espada de dor, Maria deixou no sepulcro seu coração. A Kénosis definitiva de Maria: esvaziou-se de tudo, cumprindo a vontade de Deus para a salvação. Em todas as outras dores o menino Jesus estava sempre perto de Maria, na profecia de Simeão, na fuga para o Egito, na procura, houve o encontro, no caminho do calvário, lá estava ela a olhar nos olhos dele, ao pé da Cruz, ainda teve força ao receber o corpo do Filho desfigurado. Mas agora, vê-se obrigada a deixá-lo, finalmente, no sepulcro, contemplando vosso filho pela última vez. Maria não teria mais a presença do seu querido Filho, mas recordava com carinho os abraços dados na gruta de Belém, as conversas, os afetos, os olhares cheios de amor e as palavras de vida eterna, ditas por ele. Diante de seus olhos, estava a cena que marcaria aquele dia: vê os cravos, os espinhos, as carnes dilaceradas do seu Filho, as suas chagas tão profundas, os seus ossos dilacerados, a sua boca assim aberta e seus olhos apagados.

 
SEXTA DOR: JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE A SUA MÃE

Ao contemplar a cena de Maria com Jesus morto em seus braços, retratada na famosa imagem da Pietà, é possível compreender a perfeita KÉNOSIS (Esvaziar-se a si mesmo). Após todas as dores da crucificação, Ela chega a este momento, em que acolhe seu filho no colo de mãe. Não mais o bebê, nem o menino. Desta vez, Ele está ferido, despido de tudo e morto.

Não é possível, para nós, mensurarmos tamanha dor. Quando presenciamos uma mãe abraçada ao seu filho morto, a dor da perda é tão grande que, nós que somente vemos,  precisamos respirar fundo, só em lembrarmos a dor testemunhada.

 
QUINTA DOR: A MORTE DE JESUS NA CRUZ (Jo.19,25-30)

"Eis aqui a escrava do Senhor!" (Lc 1, 38)

Refletiremos sobre a 5ª Dor de Maria e inúmeras foram essas dores. Assim, com Maria caminharemos até o Calvário.

Desde o início da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria o acompanhou e esteve presente em cada passo de Seu Filho, Ele era insultado, blasfemado e levava consigo, a caminho da Cruz, os nossos pecados. Quanta dor havia no peito de sua Mãe!

Pelos sofrimentos de Maria, é gerada novamente em seu Ser, a vida, vida esta que nos abre a graça. Maria a Cheia de Graça! A Nova Eva! Mãe dos viventes traz a nós, através de suas dores, o nascimento à Vida eterna. Dessa forma, Maria coopera para a nossa Salvação, sendo chamada de corredentora da humanidade, pois participa intensamente desse plano de Amor rumo à eternidade. Maria, que é Amor, doa o Amor a nós!

Olhando para a Virgem Maria no calvário, vemos um total desprendimento de si, a Virgem das Dores aniquila a sua vontade, o seu querer, para unir-se à vontade de Deus pela salvação da humanidade. Maria geme e chora e é esmagada pela dor ao ver as dores de seu Filho Jesus.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 4 de 27