"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Tuesday, 16 October 2018

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O sono de Deus

SonoJesusOs discípulos de Jesus percorreram etapas exigentes em seu amadurecimento como seguidores daquele Mestre tantas vezes enigmático em seus gestos e palavras. Junto com Jesus, muitas vezes o Lago de Genesaré, também chamado Mar da Galileia ou de Tiberíades, tornou-se cenário privilegiado para o chamado, milagres, repouso, crises, pregações e o duro aprendizado, que frutificará depois, quando a barca da Igreja singrar os mares da história. Após a Ressurreição, foi ainda à beira do lago que descobriram que "o mar não está para peixe", quando falta o reconhecimento da presença do Senhor (Cf. Jo 21, 1-14). Só quando alguém diz "É o Senhor" é que as coisas mudam.

Dura e frutuosa lição experimentaram os discípulos numa das muitas travessias do mar (Cf. Mc 4, 35-41). O cenário é perfeito para o medo! Ventania, ondas que se lançam dentro da barca, e Jesus dormindo! "Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?" e Jesus se levantou, ordenou silêncio ao vento e ao mar. À calmaria, seguiu-se o ensinamento precioso: "Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé? Eles sentiram grande temor e comentavam uns com os outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?" (Mc 4, 40-41). Ao apavoramento se seguiu o temor, que podemos chamar de sagrado! É que estavam descobrindo naquele que os chamara nada menos do que o mesmo Deus que fecha o mar com portas, marca seus limites e controla a "arrogância" de suas ondas (Cf. Jó 38, 1- 11). E temor de Deus é um dos dons do Espírito Santo.

 
As provações

ouroAs dificuldades e os sofrimentos da vida são, em geral, os motivos que levam as pessoas a procurarem uma direção espiritual. Ao sacerdote cabe iluminar com a luz do Evangelho essas situações tão delicadas, procurando dar um sentido para elas.

O famoso terapeuta Viktor Frankl, fundador da Logoterapia, afirmava que o sentido das coisas era fundamental para que se alcance o equilíbrio psíquico e, para isso, citava o filósofo ateu Friedrich Nietzsche que dizia que “o ser humano é capaz de suportar qualquer como, desde que tenha um porquê".

Sendo assim, é preciso antes de mais nada, entender o significa a provação. Em grego, ????????? ( peirasmos), é traduzida de duas maneiras: tentação e provação. Ambas possuem o mesmo conteúdo semântico, mas, ao longo do tempo, houve uma diferenciação técnica entre elas. A tentação é usada quando o sujeito é o Diabo, e provação quando o sujeito é Deus. Houve uma mudança de finalidade, como se vê.

 
Os prejuízos espirituais dos pecados veniais

correnteO pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal.
A santa Mãe Igreja ensina que “aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro”. (CIC, § 1488)

Sabemos que há pecados graves, que chamamos de “mortais”, porque matam a vida da graça em nossa alma, expulsam Deus do nosso coração, perde-se o “estado de graça”. É uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, que é seu fim último e sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. Fere principalmente os 10 Mandamentos, que são a base da Moral católica, conforme a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não fraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19).

 
Santa Teresa de Jesus e a Eucaristia
eucaristia
 
INTRODUÇÃO
 
 
Em primeiro lugar, santa Teresa de Jesus não usa nunca o termo Eucaristia. Fala sempre do Santíssimo Sacramento. Há 60 referências em todos seus escritos. Com este termo significa-se:
 
1. A presença real de Jesus no Sacrário.
2. A presença especial de sua Humanidade. É a presença de Cristo, morto, ressuscitado e glorioso.
3. Esta presença é significativa de duas coisas:
 
A. Humildade desse Deus, Majestade infinita. Tudo isso como sinal, claro e evidente, do amor de Deus por sua criatura, débil e tão longe de saber retornar de sua parte esse amor que Deus merece, e tão soberba em tantas ocasiões.
B. Jesus companheiro em todas e cada uma das circunstâncias de nossa vida. Usa, também, o verbo comungar nos diversos tempos do mesmo, umas 103 vezes, e o substantivo Comunhão 8 vezes, e no plural (“Comunhões”) outras 5 vezes.
 
                                                         
 
 
O Reino dos Céus é dos violentos!

reino-dos-ceus-e-dos-violentosNão é possível trilhar o caminho da santidade sem tomar de assalto a vida espiritual. Hoje, porém, as pessoas não sabem mais como crescer espiritualmente. Tornam-se, então, como que "anões espirituais", na expressão do Padre Reginald Garrigou-Lagrange.

Por isto, Nosso Senhor recorda que "o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam" (Mt 11, 12). Essa "violência" de que fala o Evangelho é um ato de esperança. A Regra de São Bento, ao falar sobre os monges obedientes, ensina: "Apodera-se deles o desejo de caminhar para a vida eterna; por isso, lançam-se como que de assalto ao caminho estreito do qual diz o Senhor: 'Estreito é o caminho que conduz à vida'".

Antes, porém, de partir para a esperança, tudo começa pela virtude da fé. A pessoa inicia o seu caminho crendo, sobretudo, no amor de Deus por ela. Não se tratam de conceitos abstratos a serem aprendidos, mas, principalmente, de um acontecimento histórico, que é a encarnação, vida, paixão e morte do próprio Verbo divino. Ele, enquanto Deus, permanecia impassível, desde toda a eternidade, no Céu. Mas, para revelar a grandeza do Seu amor, fez-Se carne e sofreu pela humanidade.

 
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