"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Wednesday, 24 October 2018

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O mundo precisa de homens e mulheres repletos do Espírito Santo

Papa19Perante milhares de fiéis reunidos na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu à santa Missa neste Domingo de Pentecostes. Na sua homilia, recordando as palavras do Senhor no Evangelho de hoje «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (...) Recebei o Espírito Santo», o Papa falou da efusão do Espírito, que já teve lugar na tarde da Ressurreição, mas que se repete, e com sinais extraordinários, no dia de Pentecostes. Como resultado, disse Francisco, os apóstolos receberam uma força tal que os impeliu a anunciar, nas diferentes línguas, o evento da Ressurreição de Cristo:

Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas». Juntamente com eles, estava Maria, a Mãe de Jesus, primeira discípula, Mãe da Igreja nascente. Com a sua paz, com o seu sorriso e com a sua maternalidade, acompanhava a alegria da jovem Esposa, a Igreja de Jesus”.

 
Como vencer as batalhas contra nós mesmos?

vencer batalhasJesus disse que “a carne é fraca” (Mt 26,41); carne na Bíblia significa a nossa natureza humana, fraca, miserável, depois que o pecado entrou em nossa história. Todos nós experimentamos isso, até mesmo São Paulo se lamentava de não fazer o bem que queria e fazer o mal que detestava (cf Rom 7).

Mas o mesmo Jesus nos trouxe a salvação; agora, com Sua graça e Sua bênção, podemos vencer as nossas fraquezas. É uma luta sem tréguas, e que exige que nós busquemos, então, os auxílios deixados por Ele na Igreja: os sacramentos, a oração, a meditação de Sua Palavra e de bons livros; o propósito e o arrependimento cada vez que o pecado nos vencer, etc.

 
O que diz hoje Teresa de Ávila a Igreja?

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Teresa possui um humor que te faz sorrir e ao mesmo tempo diz verdades

As palavras  são válidas  se como diz Jesus, “passará o mundo mas as minhas palavras não passarão,  por que? São fundamentadas não sobre coisas passageiras, efêmeras mas sim sobre algo de sólido, de válido, de eterno. Assim são os livros: daqui a 100 anos pouquíssimos livros que foram escritos na ânsia de dar respostas imediatas a problemas imediatos e com uma linguagem imediatista, restarão.  Serão todos escondidos em bibliotecas e não consultados por ninguém. Ou serão colocados na balança de papel velho e valerão pelo seu peso....dois centavos.  Há livros em todas as religiões que são ouro puro e quanto mais o tempo passa, mais ficam melhores. São água viva que nasce e mata a sede.  Há livros sagrados que sabem dar uma resposta aos problemas mais íntimos e angustiantes do ser humano. Insuperáveis. Não me refiro somente a Bíblia sagrada que para mim é o livro dos livros, é uma luz que brilha e não se consegue apagar; são palavras de ouro que como chuva mansa caíram do céu e continuam a fecundar os áridos desertos.  Como não pensar nos escritos das antigas religiões gregas ou da India, da China ou do Japão, dos astecas, de todos os povos... Mas ao lado deles existe também os escritos que são chamados “as maravilhas da espiritualidade”, e entre essas sete maravilhas da espiritualidade estão os escritos de Teresa de Ávila, esta mulher lutadora, de fino espirito critico. Não devemos duvidar e nem esquecer que todos os místicos são terrivelmente críticos. Ninguém é mais místico do que Jesus e ninguém mais critico do que ele.  Mas a critica dos místicos, dos santos, fere para curar; desconcerta e desorienta para orientar a vida.

 
A santidade é a vocação do cristão

Vocacao-a-SantidadeDesde a Antiga Aliança, Patriarcas, Deus chama o povo à santidade: “Eu sou o Senhor que vos tirou do Egito para ser o vosso Deus. Sereis santos porque Eu sou Santo” (Lv 1,44-45).

O desígnio de Deus é claro: uma vez que fomos criados à sua “imagem e semelhança” (Gen 1,26), e Ele é Santo, nós devemos ser santos também. O Senhor não deixa por menos. A medida e a essência dessa santidade é o próprio Deus. São Pedro repete esta ordem dada ao povo no deserto, em sua primeira carta, convocando os cristãos a imitarem a santidade de Deus:

“A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos, em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1,15-16).
S. Pedro exige dos fieis que “todas as vossas ações” espelhem esta santidade de Deus, já que “vós sois, uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis o poder daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa” (1Pe 2,9).

Para São Pedro a vida de santidade era uma imediata conseqüência de um povo que ele chamava de “quais outras pedras vivas… materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pe 2,5).

 
Oração, alimento da Alma

“Assim como a alma dá vida ao corpo , assim também a oração mantém a vida da alma. Assim como o corpo não pode viver sem a alma, assim a alma sem a oração está morta e exala 'mau cheiro'. Portanto, enquanto a comida é o alimento para o corpo, a oração é o alimento para a alma.” (S. João Crisóstomo)

São João Crisóstomo nos mostra nesta reflexão a necessidade e o valor da oração. A oração nos aproxima de Deus, nos insere em uma intimidade profunda com o Senhor. Por meio dela, Jesus se revela a nós, saciando-nos d’Ele!

São muitos os meios da oração e diversas as maneiras de rezar. Seja qual for o meio, a oração sempre se configurará num verdadeiro “alimento para a vida” da alma.

São João Crisóstomo diz que “a alma sem oração está morta e exala mau cheiro”, ou seja, a alma está morta e em processo de decomposição, tornando-se insuportável a si mesma. Pelo contrário, ensina-nos o santo, a alma que reza se alimenta, se fortalece e, uma vez robusta, enche-se de nova vida. A oração nos mantém vivos, nos mantém em Cristo! "Eu sou o caminho a verdade e a vida." (Jo 14,6)

 
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