"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Tuesday, 23 July 2019

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Sacramento da Penitência ou Reconciliação PDF Imprimir E-mail

Sacramento penitencia03Jesus começa o seu ministério público pelo mandamento: "Arrependei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" (Mt 4,17). Aos que se escandalizam por Ele andar com pecadores, responde: "Há mais alegria no céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento." (Lc 15,7).

"O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos." ( CIC, 1421)

"O sacramento da penitência pode ter outros nomes também, dentre eles: conversão, confissão, perdão e reconciliação. Pode ser denominado Sacramento da Confissão porque a declaração, a confissão dos pecados diante do sacerdote e um elemento essencial desse sacramento. Num sentido profundo esse sacramento é uma confissão, reconhecimento e louvor da santidade de Deus e de sua misericórdia para com o homem pecador." (CIC, 1424)

É natural que em nossa busca pela vivência da santidade venhamos nos deparar muitas vezes com nossas fraquezas e pecados. Devemos lutar contra o pecado, sabendo que “o pecado é, antes de mais, ofensa a Deus, ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo tempo, é um atentado contra a comunhão com a Igreja”.  (CIC, 1440)

Foi por misericórdia de nós, pecadores em caminho da santidade, que Jesus Cristo institui o sacramento da Penitência e Reconciliação. “Cristo quis que a sua Igreja fosse, toda ela, na sua oração, na sua vida e na sua atividade, sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que Ele nos adquiriu pelo preço de seu sangue. Entretanto, confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico. É este que está encarregado do ‘ministério da reconciliação’ (2 Cor 5,18). O apóstolo é enviado ‘em nome de Cristo’ e ‘é o próprio Deus’ que, através dele, exorta e suplica: ‘Deixai-vos reconciliar com Deus’.” (2 Cor 5,20) (CIC, 1442)

O papa Francisco nos incentiva a buscar sempre fazer a experiência da misericórdia através do sacramento da penitência. “A misericórdia de Deus dá vida ao homem, o ressuscita da morte. O Senhor nos olha sempre com misericórdia; não esqueçamos, nos olha sempre com misericórdia, nos espera com misericórdia. Não tenhamos medo de aproximar-nos Dele! Ele tem um coração misericordioso! Se nós lhe mostramos as nossas feridas interiores, os nossos pecados, Ele sempre nos perdoa. É pura misericórdia! Vamos a Jesus!” (Angelus, Papa Francisco 09/06/2013)

Portanto, as condições mínimas para a validade do sacramento da confissão são o arrependimento e a presença de um sacerdote. O Código de Direito Canônico, em seu cânon 966, diz que “para a válida absolvição dos pecados se requer que o ministro, além do poder de ordem, tenha a faculdade de exercer esse poder em favor dos fiéis aos quais dá absolvição”.

Sacramento penitencia02

Entretanto, para a integridade do sacramento é preciso que a pessoa manifeste verbalmente os seus pecados graves, inclusive citando as circunstâncias que sejam agravantes, que haja o arrependimento, manifestado geralmente pelo ato de contrição, que receba do sacerdote uma obra satisfatória ou penitência e, por fim, que seja pronunciada a fórmula da absolvição. É o que diz o Código de Direito Canônico, no cânon 987, cuja orientação remonta ao Concílio de Trento.

Por outro lado, para a integralidade do sacramento é preciso também uma disposição do sacerdote, o qual deve estar aberto a ouvir a confissão, impor uma obra satisfatória, conforme diz o cânon 981: “De acordo com a gravidade e número dos pecados, levando em conta, porém, a condição do penitente, o confessor imponha salutares e convenientes satisfações, que o penitente em pessoa tem obrigação de cumprir”. É adequado, portanto, que o sacerdote prescreva um "remédio", algo que ajude o penitente a sair da "doença" do pecado, exortando-o a praticar ações pessoais e concretas para sair do vício, para realmente converter-se.

É louvável ainda recordar que “aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações”. (CIC, 1423)

"Aja com humildade e confesse-se com assiduidade.” (Santo Padre Pio de Pietrelcina).

O Discípulo Missionário Kénosis é convidado a confessar-se sempre que encontrar-se em condição de pecado grave, ou ao menos a cada três meses. De modo especial, a confissão deve ocorrer como um dos meios de preparação para as datas festivas da comunidade (Fundação da Comunidade, Pentecostes, Nossa Senhora das Dores) além do que é exigido pela Igreja por ocasião da festa da Páscoa.

Para os membros da Comunidade Kénosis, orienta-se que a confissão seja feita, sempre que possível, com o diretor espiritual da Comunidade.

 

Fonte:

  • padrepauloricardo.org
  • Orientações gerais Comunidade Kénosis - 2013
  • Catecismo da Igreja Católica  (CIC)
  • Angelus, Papa Francisco 09/06/2013

 

Sergio

 

 

Sérgio Santos

Membro consagrado Kénosis

 

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