"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 19 November 2018

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Do futebol para o seminário PDF Imprimir E-mail

ChaseChama-se Chase Hilgenbrinck. É norte-americano. Jogava futebol profissional na Primeira Liga dos Estados Unidos (MLS) no clube New England Revolution. Até aqui, nada de especial, dir-me-ão.

O que torna diferente este rapaz é a sua opção, também ela diferente: decidiu pôr termo à sua carreira profissional para ingressar no seminário a fim de ser ordenado sacerdote. Nada mais do que isso. É uma simples escolha que tomou, livre e responsavelmente. Contudo, não é muito comum deixar o mundo de alta competição, com tudo o que ela envolve (fama, sucesso, dinheiro…). Quantos não podem prosseguir por causa de lesões graves ou falta de sorte!?  

Mas Chase escolheu: “Após anos de ponderação, senti fortemente que Deus me chamou para ser padre na Igreja Católica. Embora vá sentir falta de jogar futebol, sei que estou a avançar para algo muito maior”.

Chase começou a jogar futebol na equipa da universidade, migrando depois para o Chile onde esteve quatro anos. Regressado aos Estados Unidos passou pelo Colorado Rapids antes de representar o New England Revolution do qual era o capitão.

A sua decisão de abandonar o futebol surpreendeu muita gente a começar pelo presidente do clube e o seu treinador, mas este reconhece que Chase, o seu lateral esquerdo, atuou “de acordo com as suas convicções, e isso com certeza é bom para ele”.

Chase, apenas com 26 anos, confessa que ainda pensou esperar o fim da carreira desportiva para se dedicar integralmente à igreja: "eu pensei nisso. Continuo muito apaixonado pelo futebol, e não o deixaria por nenhum outro emprego. Mas troco o futebol pelo Senhor".

Para tomar esta decisão, foram necessários vários anos de discernimento e oração pessoal. Também a profunda fé de seus pais contribuiu bastante para esta opção. Em outra entrevista, o agora ex-jogador de futebol afirma: “Jogar a nível profissional foi a minha grande paixão durante muito tempo e sinto-me privilegiado por ter vivido intensamente esse sonho. Mas agora a minha paixão é fazer a vontade de Deus, que é querer somente o que Ele quer para mim. (…) Descobri que tinha fome de algo mais: Todos estamos destinados a fazer algo. Sinto que a minha vocação é o sacerdócio”.

Para o Chase, fica a consolação que no seminário poderá continuar a praticar o seu esporte favorito. A sua felicidade é bem notória nesta entrevista concedida a um canal de televisão norte-americano. Nela, chase diz: "Deus dá-nos tanto amor e eu experimentei o seu amor e o seu chamamento. Sinto-me abençoado por ser escolhido para ser seu ministro". O seu sorriso diz tudo.

E, já agora, ele pede a vossas orações para continuar a fazer o que Deus quer.