"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Friday, 17 August 2018

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Santa Teresa de Jesus e a Eucaristia PDF Imprimir E-mail
Índice do Artigo
Santa Teresa de Jesus e a Eucaristia
II. FORMAÇÃO EUCARÍSTICA DE TERESA DE AHUMADA
III. VIDA MÍSTICA E EUCARISTIA
IV. AS FUNDAÇÕES E A EUCARISTIA
V. A SANTA MISSA
VI. CATEQUESE PRÁTICA TERESIANA SOBRE O SANTÍSSIMO SACRAMENTO
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eucaristia
 
INTRODUÇÃO
 
 
Em primeiro lugar, santa Teresa de Jesus não usa nunca o termo Eucaristia. Fala sempre do Santíssimo Sacramento. Há 60 referências em todos seus escritos. Com este termo significa-se:
 
1. A presença real de Jesus no Sacrário.
2. A presença especial de sua Humanidade. É a presença de Cristo, morto, ressuscitado e glorioso.
3. Esta presença é significativa de duas coisas:
 
A. Humildade desse Deus, Majestade infinita. Tudo isso como sinal, claro e evidente, do amor de Deus por sua criatura, débil e tão longe de saber retornar de sua parte esse amor que Deus merece, e tão soberba em tantas ocasiões.
B. Jesus companheiro em todas e cada uma das circunstâncias de nossa vida. Usa, também, o verbo comungar nos diversos tempos do mesmo, umas 103 vezes, e o substantivo Comunhão 8 vezes, e no plural (“Comunhões”) outras 5 vezes.
 
                                                         
 
I. SITUAÇÃO NO SÉCULO XVI DO SACRAMENTO DA EUCARISTIA
 
 
Teresa de Jesus vive praticamente a medianidade deste século, de ouro nas ciências, artes e na teologia: 1515-1582. Vive, pois, o pré-tridentino, a celebração do Concílio de Trento, e o pós-concílio. Século todo ele de uma florescente espiritualidade teológica, popular, e de excepcionais teólogos. Século de lutas eclesiais, com a ruptura do Protestantismo, e entre teólogos e "espirituais". Século no seio da Igreja Católica no qual se lançam as bases doutrinais de grande parte da teologia prática, da espiritualidade, de normas piedosas e de práticas de uma religiosidade popular que permeia o tecido da sociedade da época, das famílias e da vida de especial consagração. Teresa de Jesus tudo isto vive com intensidade, com preocupação e contribuindo com tudo o que ela entende poder contribuir, sob o aspecto da vivência, testemunho e praticidade: a renovação augurada pelo Concílio de Trento não se realizará se não for a partir de dentro, pensa ela, e a partir da reforma de costumes e de vida mais conformes ao Evangelho. Propõe por isso viver os conselhos evangélicos com a maior perfeição que ela, e as que a sigam, possam. O respeito à Eucaristia e a prática de frequentá-la na comunhão era mínima.
                                                                                                                                                            


 

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