"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

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QUINTA DOR: A MORTE DE JESUS NA CRUZ (Jo.19,25-30) PDF Imprimir E-mail

"Eis aqui a escrava do Senhor!" (Lc 1, 38)

Refletiremos sobre a 5ª Dor de Maria e inúmeras foram essas dores. Assim, com Maria caminharemos até o Calvário.

Desde o início da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria o acompanhou e esteve presente em cada passo de Seu Filho, Ele era insultado, blasfemado e levava consigo, a caminho da Cruz, os nossos pecados. Quanta dor havia no peito de sua Mãe!

Pelos sofrimentos de Maria, é gerada novamente em seu Ser, a vida, vida esta que nos abre a graça. Maria a Cheia de Graça! A Nova Eva! Mãe dos viventes traz a nós, através de suas dores, o nascimento à Vida eterna. Dessa forma, Maria coopera para a nossa Salvação, sendo chamada de corredentora da humanidade, pois participa intensamente desse plano de Amor rumo à eternidade. Maria, que é Amor, doa o Amor a nós!

Olhando para a Virgem Maria no calvário, vemos um total desprendimento de si, a Virgem das Dores aniquila a sua vontade, o seu querer, para unir-se à vontade de Deus pela salvação da humanidade. Maria geme e chora e é esmagada pela dor ao ver as dores de seu Filho Jesus.

 

A terceira Regra Kénosis nos diz: Aceitar tudo o que te acontecer, sem murmurar, com alegria. E Maria bem soube viver! Tornou-se modelo de como devemos nos comportar diante desse direcionamento Kenótico. Simeão Fidato de Cássio afirma que: "Pasmavam as pessoas que então consideravam essa mãe. Não havia uma queixa ou lamento no meio de tamanha dor, o silêncio ali estava”.

Na Virgem Santíssima, temos a certeza de que podemos contar com a sua ajuda em nossos sofrimentos, ela é Mãe das Dores e entende muito bem a nossa dor e nossos problemas. Sua humanidade nos ajuda a enxergar que, assim como ela, podemos permanecer firmes, de pé, junto a Cruz. (Jo 19, 25.).

Não havia em Maria uma aceitação passiva, ela compreendera que era a vontade de Deus, para o bem de todo o povo, o sofrimento de seu Filho. Era a vitória do Bem sobre o mal, havia ali um sentido, algo extraordinário: “Maria demonstrou, sobretudo, sua heroica obediência à Divina vontade, quando ofereceu seu Filho à morte”. (Vulgato Ildefonso e S. Antonino). “No momento da morte de Jesus se consumava dois grandes sacrifícios: um era o corpo de Jesus, e o outro era o coração de Maria” (S. Bernardino).

"Tenho sede!" (Jo 19, 28) Imagina o coração dessa mãe, desejosa em saciar a sede de Seu Filho e não conseguir dar, sequer, um copo d’água ao seu Amado! Mas, ao mesmo tempo compreende a grandeza do momento e vê naquela hora de dor a humanidade sendo saciada. "Tudo está consumado!" (Jo 19, 30) Em Maria está a plenitude de Deus e com Ela, podemos aprender a aceitar tudo que nos acontecer, sem murmurar, com alegria. Consideremos que é de suma alegria, meus irmãos, quando passarmos por diversas provações. (Tiago 1,2) Em seu coração, em meio ao sofrimento materno havia a alegria de filha de Deus que faz a vontade do Pai e atualiza o seu FIAT  (Faça-se em mim segundo a Tua palavra). (Lc 1,38b.)

Que a Virgem das Dores nos ensine, a cada dia, a fazer a vontade do Pai e a permanecer firme diante das dificuldades!

 

Tatiana Santos da Cunha

Discípula Missionária Kénosis