"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Tuesday, 16 October 2018

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Família e Santidade PDF Imprimir E-mail
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Matrimônio, bodas, núpcias, esposo, esposa, pais, filhos, irmãos, primos, casa, etc. São inúmeras as palavras citadas na Bíblia que fazem referência direta à família. De fato, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, a “Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus[1] e se fecha com as núpcias do Cordeiro[2]” (CIC 1602).

Fruto de um profundo amor e destinado a amar profundamente, o homem é chamado por Deus, que é Amor, a viver plenamente, ou seja, sem reservas, egoísmo ou mesquinhez. Pois Ele não desejou que o homem estivesse só[3], mas que deixasse seu pai e sua mãe para unir-se à mulher, formando com ela uma só carne[4], e isso é motivo de festa. Aliás, foi em uma dessas festas, em Caná, que Jesus realizou seu primeiro milagre, convertendo água em vinho, tristeza e medo em alegria e esperança. A Igreja vê nesse acontecimento bíblico “a confirmação de que o casamento é uma realidade boa e o anúncio de que, daí em diante, o casamento será um sinal eficaz da presença de Cristo.” (CIC 1613).

Tomando como base o quarto mandamento do Decálogo, o Sagrado Magistério nos conduz a uma profunda reflexão sobre o casamento, a família, sua ordenação para o bem dos esposos, procriação e educação dos filhos, assumindo a família cristã como igreja doméstica e, de modo abrangente, a família como célula originária da vida social. Expressando seu cuidado pastoral, a Igreja nos exorta sobre os deveres e responsabilidades na família (pais e filhos) e com a família (autoridades civis e cidadãos)[5].

Ao longo da História, a atenção à família sempre foi uma ocupação da Igreja. Todavia, a intensificação das ameaças e verdadeiros ataques à família cristã nas últimas décadas, principalmente como instituição legítima, levou os Santos Padres e Bispos a um posicionamento incisivo, firme e reto, tendo em vista o Plano da Salvação, o que pode ser percebido em importantes documentos eclesiais, tais como Familiaris Consortio (exortação apostólica - 1981), Gratissimam Sane (carta às famílias - 1994) e Amoris Laetitia (exortação apostólica pós-sinodal - 1916).

Ecoando a voz da Igreja na defesa e promoção da família, em todas as suas dimensões, a Comunidade Kénosis quer contribuir nesse serviço com algumas breves reflexões, a partir do Carisma e da Via Kenótica da busca da santidade. Assim, nas próximas semanas, traremos alguns artigos abordando a temática da família: O perdão na família; Família com o olhar fixo em Jesus; O amor fecundo; A educação dos filhos.

Você está convidado a seguir conosco neste caminho proposto para esse tempo, para crescermos “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”[6]

Que sejamos instruídos e auxiliados pela Sagrada Família nesta tarefa, caminhando sempre sob a luz do Espírito Santo.


Formação Kénosis



[1] Cf. Gn 1,26-27

[2] Cf. Ap 19,7-9

[3] Cf. Gn. 2,18

[4] Cf. Gn. 2,24 e Mt 19,6

[5] Cf. CIC  (2197-2257)

[6] Cf. 2 Pe 3,18