"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Tuesday, 16 October 2018

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O amor fecundo PDF Imprimir E-mail
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Certa ocasião, Jesus disse aos discípulos: “Pelos seus frutos os conhecereis. (...) Toda árvore boa dá bons frutos e toda árvore má dá maus frutos. (...) Pois uma árvore é conhecida pelo seu fruto.” ( Mt 7,16-20)

A partir desse ensinamento de Jesus, trataremos hoje do Amor Fecundo na Família. Para que essa fecundidade seja alcançada é preciso que haja antes a fertilidade, pois estes dois conceitos estão interligados. Veja:

  • Fecundidade: que pode gerar, reproduzir-se, fértil; que dá muitos resultados.
  • Fértil: que possui alta capacidade produtiva; produz muito.

Assim, para um solo ser fecundo, ele precisa antes ser fértil.

Quando se inicia uma plantação, é necessário preparar a terra, para prepará-la, usa-se o arado que a solta e a deixa fofa, aplica-se, em seguida, o adubo, para  finalmente, ela receber a semente. É este processo que auxilia no desenvolvimento da produção.

Podemos relacionar esse mesmo processo ao Amor Fecundo na Família: o amor é a base para toda a fecundidade, pois somente por ele podemos cuidar e fazer germinar a semente lançada, onde o amor é doação.

Para as famílias que não podem gerar naturalmente seus filhos, o Santo Padre nos lembra:

“O matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação (...). E por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor na indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda vida. Além disso, a maternidade não é uma realidade somente biológica, mas expressa-se de diversas maneiras”. (Amoris Laetitia, parágrafo 178).

Deus é amor, doação total de si mesmo, Ele mostra seu amor morrendo e gerando vida no outro, e nos ensina, através do calvário que devemos nos entregar inteiramente ao próximo, ao invés de viver uma vida egoísta e individualista, o amor é a base de todo desenvolvimento humano na família, onde os filhos aprendem a amar, ele une, germina e faz crescer, pois “a família com muitos filhos é chamada a deixar a sua marca na sociedade onde está inserida, desenvolvendo outras formas de fecundidade que são uma espécie da extensão do amor que a sustenta. (Amoris Laetitia, parágrafo 181)

A Palavra diz que conhecemos uma árvore pelos seus frutos (Mt 7,20), se esta for gerada no amor, logo seus frutos são comestíveis. Outros serão alimentados desta árvore, estes serão saudáveis e gerarão vida de santidade, alegria e vocação. “As famílias cristãs não esqueçam que a fé não os tira do mundo, mas insere-nos mais profundamente nele.” (Amoris Laetitia, parágrafo 181)

Sendo o amor a base, podemos dizer que também é o adubo desta terra: aplicado na mesma, torna-a forte, fazendo crescer e produzir.

Recordando a história de Santa Mônica, nos diz Santo Agostinho que “sua vida conjugal, não era das melhores. Sofria também infidelidades matrimoniais com tanta paciência, que nunca teve discórdia alguma com o marido, aqui começa a se figurar o modelo cristão de boa esposa”. (Confissões, p. 225)

Que o Santo Espírito de Deus seja derramado em todas as famílias do mundo, para que elas possam gerar em si o amor fecundo, tornando-se uma grande árvore frutífera onde os pássaros vêm descansar à sua sombra e os filhos, nela gerados, possam encontrar a paz, a fidelidade, a fortaleza, e possam brilhar como luzeiros no mundo, gerando vida de santidade e diversas vocações.

Que nossos filhos sejam educados nesse solo de amor fecundo, para que se cumpra em suas vidas, a palavra que nos garante que "Ao longo da torrente (...) crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio.” (Ez 47,12)


Reginaldo da Silva

Mônica Renata da Silva

Discípulos Missionários Kénosis