"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

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HISTÓRICO PDF Imprimir E-mail

A Comunidade de Aliança Kénosis nasceu em 12 de janeiro de 2000, quando, depois de partilhar com D. Alberto Taveira, Rogério Soares, fundador, recebeu a orientação de contribuir no cuidado dos filhos espirituais da Igreja, corpo místico de Cristo, ajudando-os a alcançar o estado de maturidade do seguimento de Cristo, a santidade.

Depois de partilhar com alguns membros do Grupo de Oração esse anseio por santidade que já trazia no coração, iniciou-se um encontro semanal com o propósito de rezar e conhecer a vida dos santos da Igreja, bem como proporcionar um momento de partilha fraterna. O objetivo sempre foi muito claro:queremos viver nosso chamado à santidade! No início, esta expressão não foi bem compreendida na comunidade local, onde achavam absurdo um grupo de pessoas “declarar” explicitamente o seu empenho pela perfeição da própria vida. Mas estávamos seguros da inspiração do Espírito e procuramos obedecer a orientação de alcançar o estado de maturidade do seguimento de Cristo, a santidade. Depois descobrimos que o Vaticano II havia declarado a vocação universal à santidade como próprio da Igreja[1]. Em pouco tempo, o local onde nos reuníamos foi apelidado de “Casa de Santidade”, com certo tom de ironia, mas que não nos incomodava.

Não faltavam fundamentações bíblicas e doutrinais para o que nos propúnhamos a viver, mas foi na NMI de João Paulo II que encontramos fundamentação para todo aquele caminho que estávamos trilhando:

Se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: queres receber o batismo? Significa, ao mesmo tempo, pedir-lhe: queres fazer-te santo? Significa colocar na estrada o radicalismo do sermão da montanha: sede perfeitos como é perfeito vosso Pai celeste.” NMI 30

Entendemos que a santidade não era algo extraordinário, para algum gênio, mas fazia parte da vida cristã ordinária[2] e deveríamos planejar o crescimento na vida de santidade.

Foi nesse mesmo documento de João Paulo II que nos deparamos com a expressão grega “kénosis”, citada na carta aos Filipenses 2,7 e que tem por significado a ação de “esvaziar-se a si mesmo”.

Como o termo “casa de santidade” não era apropriado e, na prática, o que estávamos vivendo era uma vida fraterna, pois os laços a cada dia se estreitavam mais, passamos a chamar Comunidade  Kénosis.

Em 2003, alugamos em nosso bairro uma casa e passamos a ter ali as nossas atividades. Ficamos por três anos nesse espaço e depois voltamos a nos reunir noutra casa, enquanto construíamos o salão comunitário onde, no segundo semestre de 2008 passamos a ter nossas reuniões e atividades periódicas.

A Comunidade Kénosis vive a Espiritualidade de Pentecostes, a partir da experiência denominada batismo no Espírito Santo e suas conseqüências na práxis pastoral.

Além do exercício dos carismas, a espiritualidade da Comunidade Kénosis é também místico-contemplativa, apoiando-se nas experiências vividas por Santa Teresa D’Avila e São João da Cruz, santos carmelitas descalços, de onde aprofundamos também sua teologia mística.

O amor filial à Maria, Mãe de Jesus, é vivido pelos membros diariamente através da oração do Rosário da Virgem das Dores e de uma Consagração particular renovada anualmente por ocasião da festa de N. Senhora das Dores (15 de setembro).

 


[1] Lumen Gentium, Cap. V

[2] NMI 30