"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

  • Slide image one
  • Slide image two
  • Slide image three
Carisma
SÉTIMA DOR: QUANDO JESUS FOI SEPULTADO PDF Imprimir E-mail


“Eles pegaram o corpo de Jesus e o enrolaram com panos de linho junto com os perfumes, do jeito que os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim, onde estava um túmulo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado. Então, por causa do dia da preparação para a Páscoa e porque o túmulo estava perto, lá colocaram Jesus”. ( Jo 19,40-42)

Fiquemos com Maria nesta última espada de dor, Maria deixou no sepulcro seu coração. A Kénosis definitiva de Maria: esvaziou-se de tudo, cumprindo a vontade de Deus para a salvação. Em todas as outras dores o menino Jesus estava sempre perto de Maria, na profecia de Simeão, na fuga para o Egito, na procura, houve o encontro, no caminho do calvário, lá estava ela a olhar nos olhos dele, ao pé da Cruz, ainda teve força ao receber o corpo do Filho desfigurado. Mas agora, vê-se obrigada a deixá-lo, finalmente, no sepulcro, contemplando vosso filho pela última vez. Maria não teria mais a presença do seu querido Filho, mas recordava com carinho os abraços dados na gruta de Belém, as conversas, os afetos, os olhares cheios de amor e as palavras de vida eterna, ditas por ele. Diante de seus olhos, estava a cena que marcaria aquele dia: vê os cravos, os espinhos, as carnes dilaceradas do seu Filho, as suas chagas tão profundas, os seus ossos dilacerados, a sua boca assim aberta e seus olhos apagados.

 
SEXTA DOR: JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE A SUA MÃE PDF Imprimir E-mail

Ao contemplar a cena de Maria com Jesus morto em seus braços, retratada na famosa imagem da Pietà, é possível compreender a perfeita KÉNOSIS (Esvaziar-se a si mesmo). Após todas as dores da crucificação, Ela chega a este momento, em que acolhe seu filho no colo de mãe. Não mais o bebê, nem o menino. Desta vez, Ele está ferido, despido de tudo e morto.

Não é possível, para nós, mensurarmos tamanha dor. Quando presenciamos uma mãe abraçada ao seu filho morto, a dor da perda é tão grande que, nós que somente vemos,  precisamos respirar fundo, só em lembrarmos a dor testemunhada.

 
QUINTA DOR: A MORTE DE JESUS NA CRUZ (Jo.19,25-30) PDF Imprimir E-mail

"Eis aqui a escrava do Senhor!" (Lc 1, 38)

Refletiremos sobre a 5ª Dor de Maria e inúmeras foram essas dores. Assim, com Maria caminharemos até o Calvário.

Desde o início da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria o acompanhou e esteve presente em cada passo de Seu Filho, Ele era insultado, blasfemado e levava consigo, a caminho da Cruz, os nossos pecados. Quanta dor havia no peito de sua Mãe!

Pelos sofrimentos de Maria, é gerada novamente em seu Ser, a vida, vida esta que nos abre a graça. Maria a Cheia de Graça! A Nova Eva! Mãe dos viventes traz a nós, através de suas dores, o nascimento à Vida eterna. Dessa forma, Maria coopera para a nossa Salvação, sendo chamada de corredentora da humanidade, pois participa intensamente desse plano de Amor rumo à eternidade. Maria, que é Amor, doa o Amor a nós!

Olhando para a Virgem Maria no calvário, vemos um total desprendimento de si, a Virgem das Dores aniquila a sua vontade, o seu querer, para unir-se à vontade de Deus pela salvação da humanidade. Maria geme e chora e é esmagada pela dor ao ver as dores de seu Filho Jesus.

 
QUARTA DOR: MARIA ENCONTRA JESUS NO CAMINHO DO CALVÁRIO PDF Imprimir E-mail

Agonia da Virgem no começo da Paixão de seu Filho.

Encontro da Mãe com o Filho:

Partiu Maria com João. Da passagem do Filho lhe faltavam os rastros de sangue pelo caminho, conforme ela mesma o disse a Santa Brígida. Boaventura Baduário fala de um atalho que a Mãe aflita tomou para ficar depois esperando numa esquina pelo Filho atribulado. Aí estava a espera dele, quando foi reconhecida pelos judeus e deles teve de ouvir as injúrias contra seu amantíssimo Jesus. [...]

Fitaram-se, finalmente. Como diz Santa Brígida, o filho afastou dos olhos o sangue coalhado que lhe impedia a vista, então Mãe e Filho fitaram-se!

Ó céus, que olhares cheios de dor! Transpassaram, como setas, esses dois corações que tanto se amavam e queriam.

Maria segue Jesus até o calvário

Ah! Virgem Santíssima, aonde ides? Ao Calvário? Tereis ânimo de ver pregado à cruz Aquele que é vossa vida? [...]

Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele, diz Guilherme, abade. (Santo Afonso de Ligório, 1989, p.287)

 
TERCEIRA DOR: A PERDA DO MENINO JESUS (Lc 2,41–50) PDF Imprimir E-mail

Sentir a falta de um filho do qual a presença nos é tida como certa. Eis a dor que os pais conhecem ou, pelo menos, lhes é possível compreender quão grande seja tal sofrimento. Quando o Filho é Deus, não encontramos parâmetro para tamanha dor. No entanto, Maria e José santamente a conheceram.

Os hebreus celebravam suas festividades em Jerusalém, onde se dirigiam várias vezes no ano, sobretudo no tempo Pascal. Segundo São Lucas, a Sagrada Família de Nazaré cumpria esses preceitos, pois São José e a Virgem Maria “iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa” (Lc 2,41). E acrescenta: “Quando o menino completou doze anos, segundo o costume, subiram para a festa“ (Lc 2,42).

Era costume entre os israelitas irem às festas em caravanas, separados os homens e as mulheres, sendo que os meninos podiam ir com o pai ou com a mãe. Portanto, “São José e a Santíssima Virgem, não vendo o Menino ao lado, acreditaram, cada um por sua parte, que estava em companhia do outro” (São Beda). Maria estava tranquila em saber que seu filho estava com seu esposo, dele cuidando e sendo por ele cuidado. São José, por sua vez, não tinha porque se preocupar, na certeza de que Jesus e Maria estavam juntos.

Uma vez percebida a ausência de Jesus, seus pais, imediatamente, começam a procurá-lo: primeiramente na superfície (proximidade, parentes e amigos) e, em seguida, mais profundamente (em Jerusalém). Finalmente, após três dias de busca, “eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (Lc 2,46). Em seu agir, Maria nos ensina a encontrar seu Filho. Quando a alma, verdadeiramente apaixonada, se dá conta da ausência do seu Amado, do seu Bem Maior, percorre decididamente esse caminho de busca: do imediato da superfície (exterioridade, esforço) ao abandono na profundidade (interioridade, templo do Espírito Santo), conciliando o esforço humano e a graça.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 Próximo > Fim >>

Página 1 de 3