"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Tuesday, 16 October 2018

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Formação Humana
As provações PDF Imprimir E-mail

ouroAs dificuldades e os sofrimentos da vida são, em geral, os motivos que levam as pessoas a procurarem uma direção espiritual. Ao sacerdote cabe iluminar com a luz do Evangelho essas situações tão delicadas, procurando dar um sentido para elas.

O famoso terapeuta Viktor Frankl, fundador da Logoterapia, afirmava que o sentido das coisas era fundamental para que se alcance o equilíbrio psíquico e, para isso, citava o filósofo ateu Friedrich Nietzsche que dizia que “o ser humano é capaz de suportar qualquer como, desde que tenha um porquê".

Sendo assim, é preciso antes de mais nada, entender o significa a provação. Em grego, ????????? ( peirasmos), é traduzida de duas maneiras: tentação e provação. Ambas possuem o mesmo conteúdo semântico, mas, ao longo do tempo, houve uma diferenciação técnica entre elas. A tentação é usada quando o sujeito é o Diabo, e provação quando o sujeito é Deus. Houve uma mudança de finalidade, como se vê.

 
A luta contra a vaidade PDF Imprimir E-mail

vaidadeQuando se tem um encontro pessoal com Deus, surge no coração a necessidade urgente de endireitar a própria vida. Na luta contra os próprios pecados e início da vida de oração, porém, pode acontecer que se comece a fazer as coisas certas pelos motivos errados. Quem nunca foi acometido, por exemplo, por aquele "observador incômodo", tentando ao pecado da vaidade quando se reza ou se faz uma boa obra? – Nossa, como você é virtuoso! – sussurra o próprio ego.

No afã de uma glória vazia, o indivíduo desatento pode cair facilmente na armadilha do demônio, construindo uma personagem piedosa diferente de si e transformando a sua vida espiritual em uma hipocrisia farisaica. Esse constitui o triste fenômeno da vida dupla, quando a pessoa passa para os outros uma imagem falsa de si próprio, fazendo-se de santo e virtuoso quando, no fundo, sequer abandonou a sua vida passada de pecado.

Outras pessoas, no entanto, mesmo que sejam sinceras, não sabem o que fazer com a tal "voz inconveniente". Como se livrar do próprio "eu" incitando à vanglória a todo momento?

Importa, antes de tudo, identificar a doença por trás dessa tentação. O indivíduo vaidoso se sente amado apenas no seu fazer, enquanto o seu ser é tido como algo negativo. Para compensar a sua baixa estima e falta de amor próprio, então, ele realiza várias atividades, tentando redimir de alguma forma o seu vazio e empreendendo uma busca desiludida por louvor e aprovação. Como castigo por seu pecado, Deus retira a Sua mão da pessoa e, fatalmente, ela cai no pecado. A reação de tais almas à sua queda é a pior possível, como indica o autor espiritual Lorenzo Scúpoli:

 
Como vencer as batalhas contra nós mesmos? PDF Imprimir E-mail

vencer batalhasJesus disse que “a carne é fraca” (Mt 26,41); carne na Bíblia significa a nossa natureza humana, fraca, miserável, depois que o pecado entrou em nossa história. Todos nós experimentamos isso, até mesmo São Paulo se lamentava de não fazer o bem que queria e fazer o mal que detestava (cf Rom 7).

Mas o mesmo Jesus nos trouxe a salvação; agora, com Sua graça e Sua bênção, podemos vencer as nossas fraquezas. É uma luta sem tréguas, e que exige que nós busquemos, então, os auxílios deixados por Ele na Igreja: os sacramentos, a oração, a meditação de Sua Palavra e de bons livros; o propósito e o arrependimento cada vez que o pecado nos vencer, etc.

 
Não nos perturbemos com os nossos defeitos PDF Imprimir E-mail

defeitos1. Dois sinais do bom e do mau arrependimento

“A tristeza que é segundo Deus, afirma São Paulo, produz um arrependimento que leva à salvação; ao passo que a tristeza do mundo produz a morte. (2Cor 7,10). A tristeza do arrependimento pode, pois, ser boa ou má, conforme os efeitos que produz em nós. Mas, em geral, produz mais efeitos maus que bons, porque os bons são apenas dois: a misericórdia – o pesar pelo mal dos outros – e a penitencia – a dor de ter ofendido a Deus -; ao passo que os maus são seis: medo, preguiça, indignação, ciúme, inveja e impaciência. Por isso diz o sábio: A tristeza mata a muitos e nela não há utilidade alguma (Eclo 30,25), já que, para dois riachos de águas límpidas que nascem do manancial da tristeza, nascem seis de águas poluídas”.

É por isso que o demônio faz grandes esforços para produzir em nós essa má tristeza, e, a fim de desanimar e desesperar a alma, começa a perturbá-la. Não lhe custa muito sugerir pretextos para isso. Ora, não deveríamos afligir-nos por ter ofendido a Majestade divina, ultrajado a Beleza infinita e ferido o coração de Deus, o mais terno dos pais? “Com certeza, responde São Francisco de Sales, devemos entristecer-nos, mas com um verdadeiro arrependimento, não com uma dor aflita, cheia de mágoa e indignação. O verdadeiro arrependimento, como todo o sentimento inspirado pelo bom Espírito, é sempre calmo: O Senhor não está na perturbação (1Rs 19,11). Onde principiam a inquietação e a perturbação, a tristeza má passa a ocupar o lugar da tristeza boa.

 
A santidade é a vocação do cristão PDF Imprimir E-mail

Vocacao-a-SantidadeDesde a Antiga Aliança, Patriarcas, Deus chama o povo à santidade: “Eu sou o Senhor que vos tirou do Egito para ser o vosso Deus. Sereis santos porque Eu sou Santo” (Lv 1,44-45).

O desígnio de Deus é claro: uma vez que fomos criados à sua “imagem e semelhança” (Gen 1,26), e Ele é Santo, nós devemos ser santos também. O Senhor não deixa por menos. A medida e a essência dessa santidade é o próprio Deus. São Pedro repete esta ordem dada ao povo no deserto, em sua primeira carta, convocando os cristãos a imitarem a santidade de Deus:

“A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos, em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1,15-16).
S. Pedro exige dos fieis que “todas as vossas ações” espelhem esta santidade de Deus, já que “vós sois, uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis o poder daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa” (1Pe 2,9).

Para São Pedro a vida de santidade era uma imediata conseqüência de um povo que ele chamava de “quais outras pedras vivas… materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pe 2,5).

 
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