"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 19 November 2018

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Formação Humana
O que é virtude? PDF Imprimir E-mail

auxilioVocê é virtuoso?

Se lhe fizessem esta pergunta, a sua modéstia o faria responder: “Não, não especialmente”. E, no entanto, se você é batizado e vive em estado de graça santificada possui as três virtudes mais altas: as virtudes divinas da fé, da esperança e da caridade. Se cometesse um pecado mortal, perderia a caridade (ou o amor de Deus), mas ainda lhe ficariam a fé e a esperança.
Mas, antes de prosseguir, talvez seja conveniente repassar o significado da palavra “virtude”. Em religião, define-se a virtude como “o hábito ou qualidade permanente da alma que lhe dá inclinação, felicidade e prontidão para conhecer e praticar o bem e evitar o mal”. Por exemplo, se você tem o hábito de dizer sempre a verdade, possui a virtude da veracidade ou sinceridade. Se tem o hábito de ser rigorosamente honesto com os direitos dos outros, possui a virtude da justiça.
O Catecismo apresenta uma definição equivalente: “A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, persegue-o e escolhe-o na prática” (n. 1803).
Se adquirirmos uma virtude por esforço próprio, desenvolvendo conscientemente um hábito bom, chamamos a essa virtude uma virtude natural. Suponha que decidimos desenvolver a virtude da veracidade. Vigiaremos as nossas palavras, cuidado de nada dizer que altere a verdade. A princípio, talvez nos custe, especialmente quando dizer a verdade nos causa inconvenientes ou nos envergonha. Um hábito (seja bom ou mau) consolida-se pela repetição de atos.

 
O que te impede de mudar? PDF Imprimir E-mail

MudarQuantas vezes você tentou mudar algo ou alguma coisa em sua vida e fracassou?

Quantas vezes você quis mudar mas acreditou que isso levaria muito tempo e seria doloroso?
E se a mudança fosse rápida e fácil, você não pensaria que teria que enfrentar os parentes e amigos dizendo “se era tão fácil, por que não fez isso antes?”
Esses argumentos negativos internos e externos nos impedem no processo de mudança e nos colocam num processo de adiamento da felicidade.
Outra observação que tenho feito em minha vida e que você pode fazer na sua é analisar mais profundamente o que você está ganhando em não mudar.

Você deve ter ficado com um ponto de interrogação enorme na cabeça agora…”Como assim? Eu quero mudar! Não estou ganhando nada em não mudar”

 
A eficácia da paciência PDF Imprimir E-mail

pacienciaOs santos diziam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus. Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos até hoje: o Império Romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o ateísmo, os pecados de seus filhos, entre outros.

Quando os nossos pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam é preciso ter paciência também conosco e aceitar a nossa dura realidade. Quando é difícil caminhar depressa, então, é preciso ter paciência aceitando caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino Jesus das mãos de Herodes indo passo a passo até o Egito por um longo deserto de 500 km. A paciência do cristão não é vazia nem significa imobilismo ou resignação mórbida; tampouco perda de tempo. Não! É a certeza de que tudo está nas mãos d’Aquele que tudo pode.

 
Santificados pelo sofrimento PDF Imprimir E-mail

santidade cristo2Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece. Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir.

O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige: “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado.

 
Ser ou Tornar-se? PDF Imprimir E-mail
JP-II Sta-TeresinhaCertamente muitas vezes nos fazemos perguntas do tipo: “Quem sou eu? O que devo ser? Como?… Afinal de contas, como é que eu sou mesmo? Ah… Deixa pra lá… O importante é continuar a vida.”
 
Confundimo-nos o tempo todo acerca de nós mesmos e preferimos até não entrarmos profundamente nesses questionamentos existenciais.
 
Na verdade, nos tempos de hoje, muitas pessoas vão se tornando um pouco de cada coisa que admira, de um ator ou atriz que ache perfeito, de um modelo que a sociedade cria como padrão, de uma moda do momento, de alguém de quem gosta ou com quem convive, sem se dar conta de que O QUE SE É não pode ser substituído e nem deve SE TORNAR desfigurado. Aqui entra então uma pergunta chave: SER OU TORNAR-SE? São duas perguntas que talvez tenham uma só resposta.
 
Muitas vezes parece que se não entrarmos neste ou naquele padrão deixamos de existir, deixamos de ser importantes, deixamos de SER. E isto não é verdade, só poderemos de fato existir quando assumirmos quem NÓS SOMOS: Filhos de Deus, chamados a NOS TORNARMOS santos, a sermos no meio da massa um diferencial, assumirmos uma individualidade original, sem diminuir a personalidade, as qualidades, os talentos. Pelo contrário, assim é que vamos potencializar o que há de melhor em nós.
 
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