"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

  • Slide image one
  • Slide image two
  • Slide image three
As dores de Nossa Senhora PDF Imprimir E-mail

Reflexões sobre as Sete Dores de Maria


Os sacramentos da iniciação cristã (batismo, crisma e eucaristia) “são a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo”, nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. (Cf. CIC 1533). Portanto, uma vez discípulos, somos chamados à santidade. Mas a nossa busca pela vivência da santidade passa por Maria:

“Quem quiser, pois, ser membro de Jesus Cristo, cheio de graça e de verdade, deve ser formado em Maria por meio da graça de Jesus Cristo, que nela reside em toda a plenitude, para ser plenamente comunicada aos verdadeiros membros de Jesus Cristo e aos seus verdadeiros filhos.” (S. Luís G. Montfort)

Neste ano mariano queremos convidá-lo a adentrar profundamente nesse maravilhoso mar de graças, resultante da meditação e contemplação das Sete Dores de Nossa Senhora:

1ª)  Profecia de Simeão

2ª)  Fuga para o Egito

3ª)  Perda do Menino Jesus

4ª)  Encontro com Jesus no caminho da cruz

5ª)  A morte de Jesus na cruz

6ª)  Maria Santíssima recebe Jesus morto

7ª)  Quando Jesus é sepultado

Assim, traremos reflexões sobre cada uma das Dores de Maria, como forma de proporcionar oportunidade de avançarmos no amor a Jesus, através do amor à Mãe Santíssima e, consequentemente, na caridade e vivência fraterna. Você está convidado a percorrer conosco esse caminho!


 

Primeira dor: A Profecia de Simeão – Uma espada de dor transpassará o vosso coração. (Lc 2,35)


Menção à primeira Regra Kénosis: Amar Jesus Crucificado e, crucificado, amar Jesus!

Uma espada de dor transpassará a alma da Santíssima Virgem! Assim é revelada a profunda dor que Maria haveria de passar:

“Esta Rainha das Virgens é também Rainha dos Mártires, e é no seu coração que a espada transpassou, porque nela tudo se passa no íntimo...” (Santa Elisabete da Trindade)

São Lucas nos diz que “Maria guardava todas as coisas em seu coração” (Lc 2,19). Diante desse relato do santo evangelista, a Virgem Santíssima quer também nos ensinar a manter a paz nas adversidades, pois Maria soube transcender a dor, o medo, as preocupações.

Maria sempre esteve intimamente ligada ao seu Filho, uma vez que o sangue de Jesus foi herdado de Maria. O pulsar do coração de Maria mantinha o mesmo ritmo do coração de Jesus. Assim também deve estar nossa alma em Deus: intimamente ligada a Ele, como a da Virgem Maria ao seu amado Filho.

A Santíssima Virgem nos ensina que nada pode perturbar uma alma que se deleita nos braços do Amado.

Estando ela aos pés da cruz no momento da crucificação, quando a lança do soldado transpassou o lado de Jesus, aquela mesma lança transpassava também a alma da Virgem Maria. O que poderíamos dizer da tamanha dor que ela sentiu? Dor de amor... Só quem ama como Maria é que suportaria tamanha dor.

Maria nos ensina com sua vida que o Amor é forte como a morte! Morte esta que trouxe vida, e vida em abundância. Assim, ela “amou até doer”, pois através do sofrimento crescia ainda mais a união com seu amado filho Jesus.

A Virgem das Dores encontrou na Santa Cruz todo bálsamo e consolo, pois ali permaneceu firme e, enquanto sofria, também amava. Maria: totalmente feita de Amor, pelo Amor e para o Amor!

Desse modo, com a nossa Mãe, podemos aprender como amar Jesus Crucificado e, crucificados, amar Jesus: “Aprenda, no coração de Maria, como amar Jesus.” (Beata Maria Maravilhas de Jesus).

Mas como nos unir em profunda intimidade com Jesus? Madre Maria José de Jesus nos ensina: “Quem nos poderá separar de Cristo, se vivermos unidos a Maria?”. Portanto, em Maria, verdadeiramente amaremos Jesus Crucificado e encontraremos, ainda que crucificados, força para amarmos Jesus.

Deus abençoe!

Mônica Renata da Silva

Discípula Missionária Kénosis