"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Wednesday, 12 December 2018

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Afabilidade, bondade e brandura PDF Imprimir E-mail
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Viver como convém a Santos, sendo tudo para todos”.

Nesta semana somos convidados mergulhar na meditação sobre os frutos do Espírito: afabilidade, bondade e brandura, frutos estes intimamente ligados entre si, isso porque nos revelam um modo de nos relacionarmos a luz da Palavra de Deus.

Pois bem! Ao iniciarmos este mergulho, voltemos um olhar sincero para dentro de nós mesmos e ousemos nos questionar: Como estão os meus relacionamentos? Como eu me relaciono com o outro?

Ora, talvez para alguns responder a tais perguntas seja simples demais, no entanto, para outros, complexo demais. O mais importante é buscarmos a resposta sob a luz do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para que nossa verdade nos seja apresentada por meio desta Luz. Em busca de auxílio às respostas a estas questões, meditemos cada um destes frutos e, ao final, poderemos responder com maior clareza e sinceridade.

“Adiantai-vos em honrar um ao outro. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade”. (Rom. 12, 9b. 13)

Pelo fruto da afabilidade há uma inclinação natural ao outro, pois a pessoa afável se interessa pelo outro. Ela não está condicionada a seu estado de humor, a correria ou não do dia a dia, a compatibilidade de pensamentos e opiniões. Ela simplesmente inclina-se ao outro, esvaziando-se de si mesma, dando-lhe atenção, carinho, respeito, cordialidade e gestos que expressam empatia.

O fruto da afabilidade se revela em gestos simples e muito concretos do cotidiano, com nossos familiares, amigos, prestadores de serviços, colegas de trabalho, com nosso chefe, no trânsito, no mercado, lavando uma louça, secando os pratos, acolhendo com hospitalidade, não deixando que as pessoas nos esperem, cedendo um lugar, carregando uma sacola, abrindo uma porta, através do uso de palavras amigáveis como “obrigada”, “me desculpe”, “posso ajudá-lo”, “bom dia”, “não tem problema”, “eu compreendo”, etc.

“Portanto, como filhos escolhidos de Deus, santo amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” (Col. 3, 12)

Pelo fruto da bondade seguimos decididamente os passos de Nosso Senhor, pensando, falando e agindo como Jesus. Trata-se de uma disposição permanente em praticar o bem, revestida, como diz a palavra, de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.

Aquele que possui o fruto da bondade, não paga o mal com o mal. Pelo contrário, há sempre uma resposta de amor. Tampouco permite que seu sofrimento seja empecilho para fazer o bem. A virtude da bondade nos permite agir da mesma forma como Deus age conosco.

“Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa. Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil. Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado. Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu [...]” (Mateus 5, 38-45)

Por fim, o fruto da brandura ou mansidão consiste em não se deixar levar pelo ímpeto da ira, da vingança ou sede de punição. O manso sempre procurará promover a paz, mantendo a serenidade e o equilíbrio, mesmo quando ofendido ou injustiçado. Quando perseguido, o manso confia plenamente na justiça de Deus, compreende e aceita tudo, sem murmurações e com alegria, não com uma felicidade eufórica, mas com a alegria dos santos, daqueles que confiaram se entregando inteiramente nos braços amorosos de Nosso Senhor.

Os mansos, então, como filhos amados do Pai do Céu, replicam em sua peregrinação, nesta terra, os gestos concretos de Seu Mestre e Senhor.

Esta breve meditação sobre essas virtudes (afabilidade, bondade e brandura) é propícia para respondermos àquelas perguntas iniciais: Como estão os meus relacionamentos? Como eu me relaciono com o outro?

Que Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz intercedam por nós, para que nos esforcemos em alcançar, pela Graça de Deus, os frutos da afabilidade, bondade e brandura, e assim vivermos como convém a Santos, sendo tudo para todos.

Amém!


Keli Antunes

Discípula Missionária Kénosis