"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Thursday, 13 December 2018

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Espiritualidade
Não existe cristianismo sem cruz PDF Imprimir E-mail

A tentação de apresentar um cristianismo sem cruz revela-se, aos poucos, decepcionante, porque é somente na cruz que se descobre o amor de Deus

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A cruz possui um significado inegociável para o cristianismo. É somente por meio do Cristo crucificado que se pode compreender “o poder de Deus” (cf. 1 Cor 1, 24) e a sua ação salvífica entre os homens. Por isso, na pregação evangélica de Jesus, tudo se resume a esta exortação: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (cf. Mt 16, 24). Não se trata de mera retórica, mas da apresentação de um dado incontestável: não há redenção sem cruz. O homem que quiser se salvar, deverá, necessariamente, apegar-se às cruzes do dia a dia, renunciando-se a si mesmo, tal qual o Filho do Homem fez no lenho da salvação.

 
Conselhos de Santa Teresa são de perene atualidade PDF Imprimir E-mail
teresa davila“Teresa de Ávila nos ensina que o caminho em direção a Deus é também um caminho em direção aos homens”. Foi o que escreveu o Papa Francisco na mensagem enviada ao Bispo de Ávila, no dia em que a Igreja recorda a memória litúrgica de Santa Teresa de Jesus e no âmbito dos festejos do Ano Jubilar pelo 5º centenário de nascimento da santa, Carmelita descalça e Doutora da Igreja (28 de março 1515 – 15 de outubro de 1582). Francisco pede para “percorrer as estradas do nosso tempo com o Evangelho na mão e o Espírito no coração”.
 
“O Evangelho não é uma bolsa de chumbo que se arrasta pesadamente, mas uma fonte de alegria que preenche de Deus o coração e o impele a servir os homens”, disse ainda o Santo Padre na mensagem, que recorda Teresa de Ávila como um exemplo de santa. “Ela sai pelos caminhos do próprio tempo com o Evangelho na mão e o espírito no coração”, disse Francisco.
 
O Pontífice recordou 4 pontos da espiritualidade da Santa que viveu no século XVI: alegria, oração, fraternidade e inserção no próprio tempo. Sublinha o valor da alegria da descoberta do amor de Deus, a conseqüente motivação em amarem-se uns aos outros, tudo isto sustentado pela oração. “A oração – escreve o Papa – supera o pessimismo e gera boas iniciativas”.
 
Santa Teresa e a determinada determinação PDF Imprimir E-mail
TeresaDAvila02Na ascese teresiana goza um papel importante a atitude decidida e totalitária de entrega a Deus. Teresa a chama “determinada determinação”, com uma frase muito sua na qual quis realçar a fortaleza e a totalidade da entrega a Deus. “Determinar-se” é começar uma nova vida; “determinada determinação” ‘’é encurtar as distâncias e fazer de tudo para não voltar atrás; é fazer uma “opção fundamental” por Cristo, como agora diremos. 
 
A palavra-chave aparece com força na experiência teresiana nos momentos cruciais de sua vida; e a aplica também em sua pedagogia. Momento de conversão que a santa identifica com a vontade de empreender o caminho da oração: “Falando agora dos que começam a ser servos do amor (que não me parece outra coisa além de nos determinarmos a seguir por este caminho ao que tanto nos amou” (V 11,1); “Pois no princípio está a maior dificuldade dos que estão determinados a buscar este bem e a realizar este empreendimento”(ib. 5).
 
O heroísmo que nasce na cruz PDF Imprimir E-mail

Cruz01O heroísmo é uma categoria social antiga. Considera-se herói, segundo a definição de Paul Johnson, aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas; independentemente das consequências. Na antiguidade, estava atrelado às personalidades austeras e habilidosas no uso da força. Compaixão, altruísmo e generosidade não faziam parte de seu itinerário. Ao contrário, os que nutriam essas virtudes eram vistos com desdém; considerados fracos. Neste panteão de heróis incluiam-se Alexandre Magno e o imperador Júlio César, verdadeiros mestres da guerra. 

A tradição judaico-cristã deu nova vitalidade ao heroísmo. Com a resistência do povo hebreu, sobretudo no combate aos impérios inimigos, a civilização pôde conhecer a figura de um novo modelo de herói: o mártir. Mas foi somente no cristianismo que o martírio se tornou sinônimo de santidade, a começar pela morte de Santo Estevão - entregando sua vida com total resignação diante dos algozes que o apedrejavam - até o fuzilamento de São Maximiliano Kolbe, morto num campo de concentração nazista.

 
São João da Cruz: "Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós" PDF Imprimir E-mail

Sao joao da cruz04São João da Cruz foi um dos santos mais desconcertantes e ao mesmo tempo mais transparentes da mística moderna. Grande mestre da vida espiritual, transformou todas as cruzes em meios de santificação para si e para os irmãos.

Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Pregador, místico, escritor e poeta, João da Cruz faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591 com 49 anos de idade e o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

Confira um pouco de sua riqueza espiritual expressa em suas frases:

"Não se contentar com o que diz o confessor é orgulho e falta de fé."

"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."

"O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."

"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."

 
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