"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Thursday, 13 December 2018

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Doutrina
A consagração a Santíssima Virgem Maria. PDF Imprimir E-mail

Por: Fernanda Fidelis

Como surgiu

Nos primeiros séculos da igreja já havia uma grande devoção a Santíssima Virgem Maria. Mas com o passar dos séculos, experimentou uma admirável evolução, no sentido que cada vez melhor se compreendeu o que esta prática significava no contexto da fé. Foi em São Luís Grignion de Montfort que a doutrina e a prática da Santa Escravidão encontrou sua expressão mais perfeita, sendo também, por meio deste grande apóstolo de Maria, que esta prática devocional tornou-se popular. A doutrina e espiritualidade da Santa Escravidão de Amor foram imortalizadas por São Luís Grignion, no célebre escrito: “O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”.

Consagração

É preciso lembrar que “consagração” é o nome curto dessa devoção, cujo nome completo é “consagração a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de Maria”. Ou seja, a entrega é feita a Nosso Senhor, por meio de Sua mãe. Não se faz a consagração “diretamente” a Jesus porque Ele mesmo, na Cruz, inaugurou a mediação maternal de Maria, quando disse a São João: “Eis a tua mãe”, e a Maria: “Mulher, eis o teu filho”. O Autor Sagrado escreve que “a partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu”, tomando-a intimamente para si (Jo 19, 27). Por isso, os cristãos se entregam de modo total a Maria, repetindo o que também foi o lema do pontificado de São João Paulo II: “Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt – Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu pertence a ti”.

Os exercícios espirituais.

Estes exercícios são meditações diárias que podem ser encontradas no livro “Consagração a Nossa Senhora” de Dom Antônio Maria Alves de Siqueira.

A seqüência de preparação é a seguinte:

I-Doze dias preliminares- Para desapego do espírito do mundo a aquisição do Espírito de Deus. Onde se medita nossa vocação à santidade, desprendendo-se de tudo que possa nos atrapalhar a sermos santos para irmos para o céu.

II-Primeira semana- Para o conhecimento de si mesmo. Trata-se de um período para fazermos um profundo exame de consciência a partir do que devemos nos aperfeiçoar, buscando em tudo sermos agradáveis a Deus.

III-Segunda semana- Para o conhecimento da Santíssima Virgem, de sua pessoa, sua missão, das graças das quais Ela é repleta, de suas sublimes virtudes, de seus privilégios, etc. De forma que conhecendo-a melhor, possamos amá-la mais e honrá-la como Ela merece ser honrada.

IV-Terceira semana- Para o conhecimento de Jesus Cristo nosso Fim Último, nosso Grande Deus e Senhor. Aqui devemos meditar no Mistério da vinda, da vida, paixão, morte e Glorificação de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Devemos contemplar a encantadora vida de Jesus, sua pessoa e sua doutrina, para que assim possamos crer nele com profunda convicção, amá-lo com amor abrasado, de forma, a despertar em nós um grande desejo de fazê-lo conhecido, amado e adorado, por todos.

Durante esta preparação de um mês (ou 33 dias), faz-se uma confissão geral e no dia escolhido (de preferência uma festa Mariana) participasse do Santo Sacrifício da Missa e se recebe Jesus no Santíssimo Sacramento. Depois da Ação de Graças (e como Ação de Graças) se recita a fórmula da Consagração que deve estar previamente copiada (de preferência de próprio punho) e se assina. Quando o sacerdote tem conhecimento da consagração e apóia, pode-se pedir que ele assine a folha como diretor espiritual e abençoe as correntes (se forem ser utilizadas).

A consagração pode ser feita à qualquer  título de Nossa Senhora.  Os membros da comunidade Kenosis consagram-se ao título de Nossa Senhora das Dores.

 

(Fonte: padrepauloricardo.org / arcademaria.com)

 
50 anos do Concílio Vaticano II: vocação universal à santidade PDF Imprimir E-mail

Concilio Vaticano II 02A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, tratou, em seu quinto capítulo, a respeito da "vocação de todos à santidade na Igreja", ensinando que "os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" [1].

O debate na aula conciliar. – Uma das grandes discussões que antecederam a publicação definitiva da Lumen Gentium, em 1964, era aquela relativa à vida religiosa. Estava claro para toda a Igreja que as pessoas que se consagravam a Deus pelos votos de pobreza, castidade e obediência, estavam em "estado de perfeição". Como explica o Doutor Angélico:

"Como a suma perfeição humana consiste em o espírito do homem ocupar-se com Deus, e as três tarefas mencionadas [os votos religiosos] parecem que o dispõem para tal ao máximo, vê-se que elas convenientemente pertencem ao estado de perfeição, não que sejam a perfeição, mas porque são disposições para a perfeição, que consiste em ocupar-se com Deus. E isto é claramente manifestado pelas palavras do Senhor que aconselha a pobreza, quando diz: 'Se quiseres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e segue-me' (Mt 19, 21), como se a perfeição da vida estivesse constituída no segui-lo." [2]
O que inquietava os padres conciliares era como falar da santidade em relação ao restante do povo de Deus. Embora o chamado à perfeição tenha sido lançado a todos, desde o início da pregação evangélica (cf. Mt 5, 48), tal lição se tinha obscurecido em certa medida e a visão geral das pessoas era a de que a santidade era para uma elite, sendo que a vasta maioria dos salvos deveria passar pelo purgatório. Isso sem falar da quase totalidade das almas, que seria condenada ao inferno.

 
Os prejuízos espirituais dos pecados veniais PDF Imprimir E-mail

correnteO pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal.
A santa Mãe Igreja ensina que “aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro”. (CIC, § 1488)

Sabemos que há pecados graves, que chamamos de “mortais”, porque matam a vida da graça em nossa alma, expulsam Deus do nosso coração, perde-se o “estado de graça”. É uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, que é seu fim último e sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. Fere principalmente os 10 Mandamentos, que são a base da Moral católica, conforme a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não fraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19).

 
A beleza da moral católica PDF Imprimir E-mail

moral catolicaViver a Moral católica é ser fiel a Jesus Cristo e a tudo o que Ele ensina através da sua Igreja”.

A moral católica tem como objetivo levar o cristão à realização da sua vocação suprema que é a santidade. Ela tem como objetivo dirigir o comportamento do homem para o seu Fim Supremo que é Deus, que se revelou ao homem de modo especial em Jesus Cristo e sua Igreja. A Moral vai além do Direito que se baseia em leis humanas; mas nem sempre perscruta a consciência. Pode acontecer de alguém estar agindo de acordo com o Direito, mas não de acordo com a consciência. Nem tudo que é legal é moral.

A Moral cristã leva em conta que o pecado enfraqueceu a natureza humana e que ela precisa da graça de Deus para se libertar de suas tendências desregradas e viver de acordo com a vontade de Deus.

Portanto, a Moral cristã e a Religião estão intimamente ligadas, tendo como referência Deus Pai, Filho e Espírito Santo.   Ser cristão é viver em comunhão com Cristo, vivendo Nele, por Ele e para Ele. É de dentro do coração do cristão que nasce a vontade de viver a “Lei de Cristo”, a Moral cristã, e isto é obra do Espírito Santo. Não é um peso, é uma libertação.

O comportamento do cristão é uma resposta ao amor de Deus. Dizia S. João da Cruz que “amor só se paga com amor”.
“Deus é amor” (1Jo 4, 16) e Ele “nos amou primeiro” (1Jo 4, 19).

 
Quais são as raízes do pecado? PDF Imprimir E-mail

zzzzzzdopecadoÉ fácil dizer se tal ou qual ação é pecaminosa. Não o é tanto dizer se tal ou qual pessoa pecou. Se alguém se esquece, por exemplo, de que hoje é festa de preceito e não vai à missa, o seu pecado é apenas externo. Interiormente, não teve intenção de comportar-se mal. Neste caso, dizemos que cometeu um pecado material, mas não um pecado formal. Existe aí uma obra má, mas não má intenção. Seria supérfluo e inútil mencioná-lo na confissão.

Mas também é verdade o contrário. Uma pessoa pode cometer interiormente um pecado sem realizar um ato pecaminoso. Usando o mesmo exemplo, se alguém pensa que hoje é dia de preceito e voluntariamente decide não ir à missa sem razão suficiente, é culpado do pecado da omissão dessa missa, mesmo que esteja enganado e não seja dia de preceito. Ou, para dar outro exemplo, se um homem rouba uma grande quantia de dinheiro e depois percebe que roubou o seu próprio dinheiro, interiormente cometeu um pecado de roubo, ainda que realmente não tenha roubado. Em ambos os casos dizemos que não houve pecado material, mas formal. E, naturalmente, esses dois pecados têm que ser confessados.

 
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