"Esvaziou-se a si mesmo..." (Flp 2,7)

Monday, 20 August 2018

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Carisma
SEGUNDA DOR: A FUGA PARA O EGITO (Mt 2,13-14) PDF Imprimir E-mail


A segunda dor de Nossa Senhora nos ensina a viver bem a quarta regra Kénosis: Renunciar a tudo e a si mesmo.

Ao meditar esta dor de Maria, vemos tamanha coragem dessa jovem mãe, que ao ser acordada na madrugada por seu esposo José (Mt 2-14) não hesitou em  pegar o menino Jesus e fugir para o Egito.

Naquele momento, Maria, conduzida por José, se tornava a salvadora do Salvador.

Mas onde está então a dor?

Na incerteza?

O que aconteceria a partir daquela hora?

“O Egito é muito longe” “ As feras do deserto vão nos atacar” “ Como vou caminhar tanto assim” “ Vamos ter um teto para passar a noite? ”  “ O que vamos comer? ”

Sem hesitar, podemos ver também, essas como as nossas dores.

No DESAPEGO de si mesma encontramos a dor maior.

 
As dores de Nossa Senhora PDF Imprimir E-mail

Reflexões sobre as Sete Dores de Maria


Os sacramentos da iniciação cristã (batismo, crisma e eucaristia) “são a base da vocação comum de todos os discípulos de Cristo, vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo”, nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. (Cf. CIC 1533). Portanto, uma vez discípulos, somos chamados à santidade. Mas a nossa busca pela vivência da santidade passa por Maria:

“Quem quiser, pois, ser membro de Jesus Cristo, cheio de graça e de verdade, deve ser formado em Maria por meio da graça de Jesus Cristo, que nela reside em toda a plenitude, para ser plenamente comunicada aos verdadeiros membros de Jesus Cristo e aos seus verdadeiros filhos.” (S. Luís G. Montfort)

Neste ano mariano queremos convidá-lo a adentrar profundamente nesse maravilhoso mar de graças, resultante da meditação e contemplação das Sete Dores de Nossa Senhora:

1ª)  Profecia de Simeão

2ª)  Fuga para o Egito

3ª)  Perda do Menino Jesus

4ª)  Encontro com Jesus no caminho da cruz

5ª)  A morte de Jesus na cruz

6ª)  Maria Santíssima recebe Jesus morto

7ª)  Quando Jesus é sepultado

Assim, traremos reflexões sobre cada uma das Dores de Maria, como forma de proporcionar oportunidade de avançarmos no amor a Jesus, através do amor à Mãe Santíssima e, consequentemente, na caridade e vivência fraterna. Você está convidado a percorrer conosco esse caminho!

 
Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade PDF Imprimir E-mail

NSdasDoresQuem quer ser santo, mais que amar Nossa Senhora, deve devotar-lhe toda a sua vida.

Os verdadeiros devotos de Nossa Senhora devem amá-la não simplesmente com um amor humano, mas com amor teologal, amor caridade, por causa de Deus, de modo que, quando louvem Maria e contemplem suas virtudes, Deus seja amado e glorificado.

Mas, por que, afinal de contas, consagrar-se à Virgem Santíssima? É preciso lembrar que “consagração” é o nome curto dessa devoção, cujo nome completo é “consagração a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de Maria”. Ou seja, a entrega é feita a Nosso Senhor, por meio de Sua mãe. Não se faz a consagração “diretamente” a Jesus porque Ele mesmo, na Cruz, inaugurou a mediação maternal de Maria, quando disse a São João: “Eis a tua mãe”, e a Maria: “Mulher, eis o teu filho”. O Autor Sagrado escreve que “a partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu”, tomando-a intimamente para si (Jo 19, 27). Por isso, os cristãos se entregam de modo total a Maria, repetindo o que também foi o lema do pontificado de São João Paulo II: “Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt – Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu pertence a ti”.

Ao longo da história da Igreja, no entanto, começaram a aparecer devotos críticos e escrupulosos, tachando os piedosos atos de amor a Nossa Senhora de “indiscretos” ou “exagerados”. Na França de São Luís de Montfort, os jansenistas chegaram a distribuir vários panfletos contendo “advertências” contra os “excessos” de amor à Mãe de Deus.

 
Kénosis na vida de Maria PDF Imprimir E-mail

NSraDores“Glorificada no Céu de corpo e alma, a Mãe de Jesus é imagem e início da Igreja perfeita, no fim da história. Por agora, enquanto não chega o Dia do Senhor, brilha como sinal de esperança e auxílio do povo de Deus em peregrinação”.

Nesta busca pela perfeição, uma via segura e necessária, e que serve de modelo para nós é a Mãe do Senhor, que soube como ninguém, dedicar-se inteiramente a Deus.

O Kénosis vivido por Maria serviu de referência para toda Igreja nestes séculos. Segundo a expressão agostiniana, ela é a forma dei, isto é, a fôrma de Deus. Quando se quer produzir uma obra de arte, o artista usa o martelo e o cinzel para esculpir a imagem pretendida. Mas se quiser ter várias obras de arte em pouco tempo, o método mais prático é dissolver a matéria prima em uma fôrma e a mesma imagem será reproduzida com perfeição e em grande quantidade. Dos muitos caminhos que conhecemos para se chegar à santidade, não existe outro mais seguro do que a imitação de Maria. É por isso que a Igreja orienta os fiéis para que “olhem para Maria, que brilha como exemplo de virtude para toda comunidade dos eleitos”.

Como o “tempo é curto” e não temos tempo a perder, nada mais lógico do que nos derramarmos inteiramente em Maria, e deixarmo-nos moldar pelos seus angelicais traços, virtudes, amor e abandono em Deus. “A formação e educação dos grandes santos, que aparecerão no fim do mundo, lhe está reservada, pois só esta Virgem singular e milagrosa pode reproduzir, em união com o Espírito Santo, as obras singulares e extraordinárias”.

 
Somos o povo santo de Deus! PDF Imprimir E-mail

santidade01“A Igreja é, portanto, O Povo Santo de Deus, e seus membros são chamados Santos.”

Nas primeiras comunidades cristãs, não havia receio em chamar aqueles que aceitavam a fé e entravam para o Caminho, de “santos”.  O discípulo Ananias, ao ser enviado por Deus para batizar Saulo, vai dizer: “Senhor, ouvi de muitos, a respeito deste homem, quantos males ele fez a teus santos em Jerusalém”. O apóstolo Paulo por varias vezes, em suas cartas se dirige às suas comunidades, usando o termo “santo”. Vejamos:

  • “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos que estão em Colossos...” (Cl 1,2).
  • “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos que estão em Filipos...” (Fl 1,1).

Santo que aqui significa separado. Separado da impureza, da contaminação com o mal, separado do pecado. Santo ainda quer aqui dizer consagrado, ou seja, dedicado a Deus.

Deus quis que fôssemos santos: “Sereis santos, porque eu sou santo”. Está é a vontade de Deus: a nossa santificação. Talvez possamos questionar dizendo: mas só Deus é Santo! E isto é verdade.

 
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